Porto Torres: a principal porta de ferries da Sardenha, e um passado romano
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Porto Torres: a principal porta de ferries da Sardenha, e um passado romano

Porto Torres é o porto de ferries mais movimentado da Sardenha, mas também guarda ruínas romanas reais e uma rota mais tranquila até à ilha de Asinara.

Quick facts

Best for
viajantes de ferry, amantes de história, excursionistas de um dia
Best time to visit
Qualquer estação para as ruínas; maio-setembro se seguir para Asinara
Days needed
Algumas horas a meio dia
Quick Answer

Vale a pena parar em Porto Torres, ou é só um sítio para apanhar o ferry?

É genuinamente mais do que um terminal de ferries, embora a maioria dos visitantes a trate como tal. A Basilica di San Gavino é a maior igreja românica da Sardenha, e o Antiquarium Turritano preserva pavimentos em mosaico de Turris Libisonis, a cidade romana sobre a qual este porto assenta. Se tiver algumas horas antes de um ferry ou voo, ambos ficam a uma curta distância a pé do porto.

OndeCosta norte, 20 minutos a oeste de Sassari
Conhecida porO porto de ferries mais movimentado da Sardenha, além de ruínas romanas de Turris Libisonis
Tempo necessárioUm par de horas para as ruínas, mais se seguir para Asinara
CustoBasílica gratuita; Antiquarium por alguns euros; ferries com preço consoante a rota e a estação
Melhor alturaTravessias fora de pico para um porto mais tranquilo; qualquer estação para os sítios romanos

Mais do que um terminal de ferries, mesmo que seja por isso que aqui está

Porto Torres é onde a maioria dos ferries vindos do continente italiano (Génova, Civitavecchia) e, cada vez mais, de Espanha e França, atracam no noroeste da Sardenha, o que significa que grande parte dos visitantes passa sem parar — chegando de um ferry noturno e conduzindo logo para fora, ou seguindo na direção oposta para apanhar uma travessia. É um uso razoável de uma cidade de trânsito, mas subestima o que realmente aqui existe: este é o sítio de Turris Libisonis, uma colónia romana fundada sob Júlio César, e os vestígios arqueológicos valem genuinamente uma hora ou duas se o horário do seu ferry permitir.

A própria cidade moderna é funcional em vez de pitoresca — é uma cidade portuária industrial, com um complexo petroquímico visível a partir de partes da frente marítima, e ninguém finge o contrário. Mas o núcleo histórico em torno da basílica e o bairro romano escavado dão a Porto Torres uma razão legítima para parar, para além da logística.

A Basilica di San Gavino

A Basilica di San Gavino, construída nos séculos XI e XII, é a maior igreja românica da Sardenha e uma das mais significativas arquitetonicamente na ilha, construída com colunas e materiais recuperados de edifícios da época romana — olhe de perto para as colunas do interior e vai reparar que não combinam exatamente, resultado direto dessa reciclagem. A cripta sob a igreja guarda os restos de San Gavino e de dois outros mártires cristãos primitivos, e a escala do edifício é genuinamente surpreendente, dado quão discreta é a cidade em redor. É gratuita e fica a uma curta distância a pé do porto.

Turris Libisonis: a cidade romana sob a moderna

O Antiquarium Turritano alberga achados de Turris Libisonis, incluindo pavimentos em mosaico bem preservados, representando cenas marítimas e de caça, ao lado de um troço escavado da ponte romana (Ponte Romano) que outrora levava a estrada costeira sobre o Rio Mannu e que, notavelmente, ainda está parcialmente em uso hoje. O sítio dá uma noção real de quão substancial foi esta cidade portuária romana — uma lembrança de que o papel de Porto Torres como principal porta de entrada da Sardenha para o continente não é uma invenção moderna, é um papel que a cidade desempenha há cerca de dois mil anos.

As termas romanas e o que mais sobrevive

Para além da basílica e do Antiquarium, Porto Torres guarda uma dispersão de outros vestígios romanos que recompensam um olhar mais demorado: o chamado Palazzo di Re Barbaro, na verdade os restos de um complexo termal romano, e não um palácio, apesar do nome popular, com secções de hipocausto (aquecimento sob o pavimento) ainda visíveis, e fragmentos das antigas muralhas da cidade ao longo da malha urbana moderna.

Nenhum destes justifica individualmente uma viagem especial, mas em conjunto com a basílica e o Antiquarium somam uma concentração genuinamente densa de sítios da época romana para uma cidade que a maioria dos visitantes descarta como puramente industrial. O registo arqueológico da Sardenha costuma ser discutido em termos dos seus sítios nurágicos muito mais antigos — veja o nosso guia os nuraghes da Sardenha para esse lado da história da ilha — mas Porto Torres é um lembrete útil de que a camada romana é, em alguns pontos, igualmente profunda.

Uma praia mais tranquila nas proximidades

Balai, uma pequena enseada a uma curta caminhada do porto ao longo da costa, dá a Porto Torres uma opção de banho genuína, ainda que modesta, que a maioria dos visitantes de passagem nunca descobre, simplesmente por não pensar em procurar uma praia numa cidade portuária de trabalho. Não vai competir com as enseadas mais adiante, em direção a Stintino ou Alghero, mas como local para arrefecer entre a chegada de um ferry e a viagem seguinte, é uma opção razoável e muitas vezes quase vazia, precisamente por tão poucas pessoas saberem usá-la.

Na água: caiaque pela costa

O litoral imediatamente em redor de Porto Torres, longe do próprio porto, tem um terreno decente para caiaque, e uma excursão guiada de caiaque é uma forma direta de sair para a água sem precisar de equipamento próprio, cobrindo tipicamente alguns quilómetros de costa com paragens para nadar. É uma boa opção se tiver uma manhã ou tarde livre entre ligações de ferry e quiser algo mais ativo do que apenas as ruínas.

A outra rota até Asinara

Stintino recebe a maior parte das atenções como porta de entrada para a ilha de Asinara, mas Porto Torres também tem ligações de barco, e vale a pena considerar se já estiver de passagem a caminho de ou vindo de um ferry.

Um aluguer de bicicleta de montanha para descobrir Asinara é uma forma genuinamente boa de ver a ilha uma vez lá chegado, já que grande parte do interior de Asinara só é acessível de duas rodas ou a pé, sem as restrições aplicadas aos automóveis. Veja o nosso guia do destino Asinara e o guia do Parque Nacional de Asinara para o panorama completo sobre visitar a própria ilha.

Como chegar e circular por Porto Torres

Porto Torres fica a cerca de 20 minutos de Sassari e 45 minutos a uma hora do aeroporto de Alghero-Fertilia (AHO) de carro. Se chegar de ferry, a maioria das companhias serve rotas a partir de Génova e Civitavecchia, no continente italiano, com durações de viagem entre cerca de 6-7 horas (ferry rápido a partir de Civitavecchia, onde disponível) e mais perto de 10-12 horas em travessias noturnas a partir de Génova. Veja o nosso guia ferries para a Sardenha para rotas atuais e como reservar, e o nosso guia chegar à Sardenha de avião se estiver a comparar com voar até Alghero ou Cagliari.

O centro da cidade e os sítios romanos são caminháveis a partir do próprio porto, o que torna Porto Torres uma das paragens mais fáceis desta costa para encaixar num horário apertado — genuinamente não precisa de carro para as poucas horas que a maioria dos visitantes passa aqui, mesmo que precise de um para o resto desta lista.

Perguntas frequentes sobre Porto Torres

Vale a pena visitar Porto Torres para além de apanhar um ferry?

Sim, se tiver algumas horas livres — a Basilica di San Gavino e os mosaicos romanos do Antiquarium Turritano valem genuinamente a pena, e ficam a uma curta distância a pé do porto.

Como se chega de Porto Torres a Asinara?

As ligações de barco partem de Porto Torres, ao lado da rota mais utilizada a partir de Stintino. Ambas são viáveis; Porto Torres pode ser mais conveniente se já estiver de passagem a caminho de ou vindo de um ferry.

Preciso de carro na própria Porto Torres?

Não — o centro histórico e os sítios romanos são caminháveis a partir do porto. Vai precisar de um carro (ou de uma excursão organizada) para qualquer outro ponto deste trecho de costa, incluindo Stintino e Castelsardo.

Quanto tempo demora o ferry a partir do continente italiano?

Varia consoante a rota e o operador: cerca de 6-7 horas nas travessias mais rápidas a partir de Civitavecchia, onde disponíveis, mais perto de 10-12 horas nas rotas noturnas a partir de Génova. Verifique os horários atuais antes de reservar, já que as durações e frequências das travessias mudam sazonalmente.

Porto Torres é uma boa base para explorar a costa noroeste?

É uma base funcional, mais do que cénica — a maioria dos visitantes prefere ficar em Stintino, Alghero ou Castelsardo e tratar Porto Torres puramente como ponto de trânsito, o que é uma abordagem razoável dado o caráter industrial da cidade.

Há algum sítio para nadar na própria Porto Torres?

Sim — Balai, uma pequena enseada perto do porto, oferece uma opção de banho modesta e muitas vezes tranquila, útil para uma curta pausa entre a chegada de um ferry e a viagem seguinte, mesmo que não se compare às enseadas mais adiante na costa.

Que outros vestígios romanos existem em Porto Torres, além da basílica?

Os mosaicos do Antiquarium Turritano, a ponte romana sobre o Rio Mannu e os restos de um complexo termal conhecido localmente como Palazzo di Re Barbaro ficam todos a uma curta distância a pé uns dos outros, no centro da cidade.

Porto Torres é segura e agradável para percorrer a pé?

Sim, o centro histórico em torno da basílica e do Antiquarium é um centro de cidade normal e seguro para percorrer de dia. O caráter industrial é mais visível a partir da frente marítima e da periferia do que das ruas que a maioria dos visitantes percorre entre o porto e os sítios romanos.

Há guarda-volumes perto do porto para uma paragem curta?

Alguns operadores de ferry e um punhado de cafés perto do terminal oferecem guarda-volumes informal por alguns euros, útil se quiser caminhar até à basílica e ao Antiquarium sem carregar bagagem. Vale a pena confirmar diretamente com a sua companhia de ferry, em vez de assumir, já que as opções mudam de estação para estação.

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São fotografias nossas da Sardenha, não as imagens do operador para este passeio — veja-as na página do passeio.